Outros Olhares é Ouro
Projeto desenvolvido pela Escola de Aplicação ganha o prêmio Ouro de Responsabilidade Social, oferecido pelo Sinepe, em 2009
O Projeto Outros Olhares, desenvolvido pela Escola de Educação Básica Feevale – Escola de Aplicação, ganhou o Prêmio Ouro de Responsabilidade Social na categoria Desenvolvimento Cultural, oferecido pelo Sinepe – Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul. Os vencedores foram divulgados no site da organização. A entrega ocorrereu no dia 3 de dezembro de 2009, em um evento festivo.
O 3º Prêmio Sinepe de Responsabilidade Social distingue projetos realizados por instituições particulares de ensino que contribuam para uma postura crítica da sociedade, nas áreas cultural, ambiental e comunitária. Os finalistas apresentaram seus trabalhos em audiências públicas que aconteceram na Fundação Getúlio Vargas, em Porto Alegre, e os projetos passaram pela avaliação de nomes importantes do cenário cultural e educacional gaúcho.
O projeto Outros Olhares tem o objetivo de abrir espaços na comunidade escolar e acadêmica para reflexão em torno de temas que envolvem cidadania e direitos humanos, através de produção audiovisual. Em um primeiro momento, são feitas leituras de obras literárias clássicas e atuais. Depois das leituras, ocorre a apropriação das técnicas da produção audiovisual (roteirização, captação de imagens, edição e finalização de áudio e vídeo) para a criação de vídeos enfocando a temática estabelecida. Nesse ano, o projeto já havia sido reconhecido com o Troféu Astro de Melhor Documentário, oferecido pela Festival de Cinema Estudantil de Flores da Cunha.
Para a professora Elizabeth Lehmann, líder do projeto em 2009, essa premiação é o reconhecimento de um trabalho de oito anos. “Quem ganha é a Escola como um todo, professores, alunos e pais. Mas a matéria-prima do trabalho são os alunos, se eles não tivessem abraçado e se apaixonado pelo projeto, não teríamos chegado onde chegamos”, ressalta a professora, que defendeu o Outros Olhares na audiência pública, juntamente com a professora Lovani Volmer.
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Escola de Aplicação ganha prêmio em Festival de Cinema Estudantil


Comer o Menos Possível, curta produzido pelo projeto Outros Olhares, recebeu o prêmio de Melhor Documentário em 2009
A Escola de Aplicação recebeu o prêmio de Melhor Documentário no Festival de Cinema Estudantil de Flores da Cunha, em 2009. Produzido por alunos do Ensino Médio através do projeto Outros Olhares, o documentário C.O.M.P. – Comer o Menos Possível agradou o público do Festival e merecidamente levou a Estatueta Astro.
O Festival de Cinema Estudantil de Flores da Cunha acontece há 10 anos, mas 2009 foi o primeiro ano em que a competição foi aberta para escolas de todo o Rio Grande do Sul, através da Categoria Estadual. Os filmes foram exibidos entre 17 e 20 de agosto, e a premiação teve apresentação de Mr. Pi, Porã, Cagê e L. Potter (do Pretinho Básico). Na comissão julgadora, estiveram nomes importantes do audiovisual gaúcho, como Ivo Czamanski, diretor de fotografia, diretor do Instituto Estadual do Cinema (IECINE), professor de cinema e homenageado do 37º Festival de Cinema de Gramado e Guilherme Castro, diretor, vice-presidente da Fundacine e professor de cinema.
As meninas Camila Rambow, Vanessa Preussler dos Santos, Carolina Kayser da Silva, Fernanda de Ávila Seger e Carolina Sommermeyer, todas de 17 anos e da Turma 212M, fizeram bonito com o curta. C.O.M.P. exibe a dureza de uma doença grave e que acomete muitas jovens em busca do corpo perfeito: a anorexia. O curta, que foi apontado pelo público do festival como um dos melhores trabalhos apresentados, mostra que comer o menos possível pode virar uma obsessão. Após a premiação, que ocorreu no dia 22 de agosto de 2009, as meninas estavam eufóricas. “Pretendo fazer Nutrição, e esse reconhecimento vai me ajudar muito na faculdade”, afirma Camila
Este prêmio é um reconhecimento ao Projeto Outros Olhares. Coordenado pela professora Elizabeth Lehmann, o Outros Olhares busca abrir espaços para reflexão sobre temas da atualidade através da produção audiovisual. Para a professora Elizabeth o reconhecimento não foi surpresa, em função da seriedade do trabalho desenvolvido pelos alunos. “Esse prêmio valoriza o trabalho de um ano inteiro, e por ser um reconhecimento de nível estadual, estimula o projeto e os alunos”, afirma ela.
